quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Sabia que um banho quente pode queimar calorias?

by Alexandra GuidaPublished on 31 de agosto de 2017
Mais um motivo para tomar (e curtir muuuito) aquele banho quentinho - ou quase escaldante, né?
Que banhos quentes são uma deliciosa forma de relaxar a gente já sabe, certo? Agora, que eles queimam calorias, já é novidade! Por mais surreal que possa parecer, um estudo da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, comprovou que, quando o assunto é queima de calorias e níveis de açúcar no sangue, uma hora de banho quente equivale a meia hora de caminhada.
A pesquisa foi realizada em duas etapas. Na primeira, 14 homens foram monitorados enquanto tomavam banhos quentes (de mais ou menos 40 graus) por uma hora. Já na segunda, os mesmos participantes foram estudados fazendo uma hora de exercícios na bicicleta. Agora, calma. É claro que mais calorias foram perdidas na bicicleta do que no banho. A questão aqui é mostrar que a simples ação de ficar na banheira com água quente foi capaz de queimar até 140 calorias - o que equivale praticamente à mesma quantidade gasta durante meia hora de caminhada.
O Dr. Faulkner, um dos autores do estudo, procura deixar bem claro que o banho não deve substituir os exercícios físicos, viu? Mas o resultado dele pode ser interessante, por exemplo, para controlar os níveis de açúcar no sangue. Isso porque, segundo a pesquisa, logo após o banho, os picos de glicose baixaram 10% a mais - em comparação ao que acontece quando a prática é de atividade física. A explicação, segundo os pesquisadores, é que o organismo libera proteínas de choque térmico que ajudam a protegê-lo.
Atenção! Nada de ficar uma hora de baixo do chuveiro, hein. Além de gastar uma quantidade de água que beira o absurdo, o método só funciona se você estiver imersa. Ou seja, é preciso ter uma banheira. Mas a título de curiosidade a pesquisa é bem legal, né? Agora você já tem uma desculpa para tomar aqueles banhos quentíssimos: são seus aliados na hora de manter a forma 
POEMA

FELICIDADE...

Felicidade é estar de bem consigo mesmo, é lutar pelo que é certo é sonhar sem medo, estar ao lado de quem te faz bem, faz sorrir e com apenas uma palavra de acaricia.
Ser feliz é olhar ao seu redor e ver que você é capaz de amar mesmo quando só há ódio ao seu redor.
A felicidade é compartilhar o que tu tens sem esperar nada em troca, é saber que não há distância ou proximidade que te impeça de sentir saudades.
Ser feliz é ver o sol brincar e sentir que a vida fica mais bela a cada amanhecer.
É ver o brilho das estrelas e querer brilhar não só, mais em conjunto, por que afinal estrelas é uma constelação que brilham em conjunto.
Ser feliz não é difícil, as pessoas que dificultam as coisas; pois a nossa felicidade não estar em outras pessoas estar dentro de nós.

Poetisa: Andrea Patrícia .

Você pode ir pra qualquer lugar do mundo, se não tiver bem consigo mesmo, se não estiver com a alma leve, com objetivos claros, em paz, você estará sempre desconfortável.... Mas se estiver com Deus, executando tarefas que te deem prazer e não angústia, ao lado de quem ama, com pessoas verdadeiras, não seguir modismos vaidades, exercendo sua personalidade, aí estará sempre seguro e aí é o princípio da felicidade, pois a integralidade da alegria estará na vida plena que leva e o amor que transmite através das ações que faz.. Se ficar parado vendo a vida passar e só fazer e viver a vida dos outros, pode ser aqui, New York, Paris, Tóquio, não será feliz e a depressão pode te pegar, primeiro arrume seu coração, sua "casa" e depois conquiste o mundo e será amada e poderá amar sem medo de ser feliz, se faça presente e mostre sentimentos em tudo que vive e faz, só uma dica

Felicidade é viver bem consigo mesmo.
Ser feliz é se olhar no espelho e ver que tu és o único que tem o poder de mudar a tua vida.
Ser feliz é ter o controle de sua própria vida.
Ser feliz é dar mais às pessoas do que elas esperam de você e fazer com alegria.
Ser feliz é decorar o seu poema favorito, ler o seu livro predileto antes de dormir.
Ser feliz é não acreditar em tudo que escutar, não gastar tudo o que você tem e dormir o quanto você queira.
Ser feliz é poder dizer um “Eu te ao” sincero, sem que seja da boca pra fora.
Ser feliz é poder dizer um “Sinto muito” olhando nos olhos da pessoa.
Ser feliz é poder acreditar e amor à primeira vista.
Ser feliz é amar profundamente e com (muita) paixão. Você até pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente feliz.
Ser feliz é nos momentos de desentendimentos, brigar de forma justa. Não use palavrões.
Ser feliz é não julgar as pessoas pelos seus parentes.
Ser feliz é falar devagar e pensar com rapidez.
Ser feliz é lembrar que grandes amores e grandes conquistas envolve riscos.
Ser feliz é fazer uma coisa boa para si mesmo por dia.
Ser feliz é perdoa-se.
Ser feliz é aceita-se da forma que és.
Para ser feliz basta apenas aceitar que deves ser feliz em quaisquer que sejam as circunstâncias; basta dizer para si mesmo “EU QUERO SER FELIZ E VOU SER FELIZ SEMPRE”.

A alegria consiste simplesmente em viver bem consigo mesmo. Como podemos fazer alguém feliz se estamos infelizes?. O começo de tudo é o bem estar, depois o resto vem com a vontade de Deus, se plantar o bem colherá o bem, se plantar o mau colherá o mau... Busque a alegria no sorriso das pessoas, num bom dia a um desconhecido, afinal ele é seu irmão aos olhos de Deus. E Deus esse que recompensará com alegria em bonança ao seu coração.

O conceito de bem-estar é alargado, podendo abordar atividades de lazer, de autocuidado, de realização pessoal, de harmonia familiar, de autoestima, de tranquilidade financeira, paz de espírito, entre outras.  As sugestões que faço para a promoção do seu bem-estar estão relacionadas com a sua vida interior e com a forma como se relaciona consigo mesmo, com as coisas ao seu redor e com os outros. Apresento alguns conceitos de desenvolvimento pessoal, que exigem a prática autoconsciente de atividades que visam o aumento do autoconhecimento, através da autorregulação, apreciação, gratidão e libertação das limitações autoimpostas.

Expresse-se genuinamente

Não deixe ninguém dizer-lhe como você deve pensar ou agir só porque você é um homem ou uma mulher, preto ou branco, Brasileiro ou Americano, religioso ou ateu, pobre ou rico. Você tem um potencial ilimitado, que só pode ser limitado quando você acredita que a sua identidade social é realmente quem você é. Quem você é não é um objeto perfeitamente mensurável. Há uma enorme elasticidade em que você pode ser. Cabe a você decidir a forma que você dá a si mesmo.

Saia da sua zona de conforto

Você tem medo de enfrentar algo novo? Quando você tenta fazer algo novo, abandona o seu desejo de estar no controle. É a ânsia de antecipadamente querer saber os resultados, o desejo de controlar e a incapacidade de se render que cria o medo. Entre na incerteza de cabeça erguida. Na grande maioria das vezes a vida é incerta.
Pare de esconder-se. Deixe de paralisar-se pelo medo e pelas dúvidas jogando-se no chão. A vida é especial. É um dom especial. Agora pegue no dom que é a sua vida e desfrute. Decida canalizar a sua energia a seu favor e usufrua.

Pratique a gratidão

Se você quer viver em paz, alegria e abundância, deve decidir promover essas experiências tão frequentemente quanto possível, e deve ser grato por elas. A gratidão é a conexão entre quem você é e a magnificência da vida.
Se há dias em que você tira enorme satisfação de algo que come, se existem momentos de alegria que você se lembra, se já superou algum problema de saúde, se você já visitou algum lugar maravilhoso, se você já se sentiu realizado com algo que alcançou, se você se lembra de uma ou de todas as opções acima, então você tem alguma coisa para expressar a sua gratidão. Seja Grato!

Pratique a condescendência e a tolerância

O que ouvimos, fazemos e esperamos na vida é sempre baseado em nossas próprias experiências pessoais. Quando nos relacionamos com os outros, temos que entender e esperar que possamos não estar na mesma página ou no mesmo livro de experiência.
mulher zen

Perante os recuos permaneça firme

Se você quer ser bem sucedido e levar uma vida significativa, não tenha medo dos recuos. A vida está cheia de recuos. Você irá falhar. Você provavelmente vai falhar muitas vezes. Vai ser doloroso. Vai ser desanimador. Às vezes as dificuldades colocam à prova a sua essência. Não se deixe sucumbir. Permaneça firme.
Não desista só porque as coisas parecem difíceis. Você já investiu muito, e nunca se sabe, apenas mais alguns dias de esforço e dedicação, algumas semanas a fazer a coisa certa, mais alguns meses crente nas suas capacidades, e você poderá ser bem sucedido. Lembre-se, você é o seu principal aliado. Mantenha-se em pé e continue acreditando, porque você poderá estar mais perto do que pensa para cumprir os seus desejos. O resultado vive dentro de você. Mantenha-se firme!

Aprecie as suas vitórias

Comemore as suas pequenas conquistas durante o dia. Os nossos dias são preenchidos com tarefas que completamos e depois passamos à próxima. Os dias podem tornar-se muito robóticos. Para apreciar o que você faz, dedique alguns momentos para celebrar a conclusão de uma tarefa e/ou acontecimento agradável. Isso pode ser tão simples como parar e dizer: “Yahoo, trabalho bem feito”, ou dar a si mesmo uma pequena recompensa.
Alivie o seu fardo, concentre-se em tudo o que é ou foi extraordinário na sua vida. Aprenda a encontrar alegria no momento, quando você tem razões para expressar a sua alegria. Seja grato pela sua respiração, saúde, casa, família, amigos e tudo o que é maravilhoso.
Comemore a sua luta e sucesso. A vida é cheia de altos e baixos. É um processo de aprendizagem. Não se apegue nas suas dificuldades, obstáculos e medos. Desistir pode ser uma opção, mas nunca é o caminho. Tenha um sentimento de admiração sobre o desconhecido. Aprenda a desfrutar a sua viagem e as suas escolhas. Mantenha a calma e continue com um sorriso em seu rosto. Escolha ser livre, livre de decidir que passos dar.

liberte-se das mágoas

Quando acreditamos que estamos perdendo o controle, agarramo-nos firmemente ao que receamos. Quando o nosso maior medo se apodera de nós, cerramos o punho e os dentes, fechamos os olhos e seguramos nele. Temos que aprender a deixar ir. Quando chega o momento de crescimento e mudança, devemos ter a coragem e a fé de deixar ir. Esforce-se por deixar ir aquilo que o magoa ou contribui para a sua destruição. Abra espaço para algo melhor.

Pratique a atenção Plena (mindfulness)

Atenção plena é colocar o nosso foco no momento presente. É mais fácil do que você pensa. Pronto para experimentar? Deixe a sua mente vaguear. Em alguns momentos durante o seu dia pare o que está fazendo e deixe a sua mente divagar (contemplar). Se você estiver num escritório sem janelas deixe a sua mente focar-se em algo que lhe traga grande alegria. Imagine isso na sua mente, em seguida, contemple as sensações felizes no seu corpo.
Se você tem uma janela para olhar para fora, observe até onde a sua vista alcança. Deixe-se absorver por algo que lhe traga tranquilidade e paz de espírito. Tente não pensar, mas se o fizer, não tem problema. Quando você retornar à sua tarefa, certamente vai sentir-se mais relaxado e revigorado.
Ou, por exemplo:  Defina o estado de espirito para o seu dia. Antes de sair da cama para começar mais um dia frenético, fique quieto por alguns momentos. Nesses momentos faça algumas respirações e diga a si mesmo como você deseja ser nesse dia. Use uma afirmação ou diga algo que tenha significado para você. Assim como: “Hoje, estou iniciando mais um grande dia!” Ou ” Hoje, eu estou indo motivado para todas as minhas tarefas.”

Deixe de conduzir a sua vida em piloto automático

Descubra se você está levando a vida em piloto automático:
1. Você está em constante movimento? Você move-se de uma atividade para outra, com pouca ou nenhuma pausa entre elas.
2. Há momentos em que você não tem nenhuma lembrança daquilo que faz.
3. A sua mente está constantemente a correr para a frente para a próxima coisa.
4. Ao falar com alguém, você raramente olha diretamente no rosto, ao invés, você olha para depois desviar o olhar, ou olha para o relógio, ou olha para o seu celular.
5. Você vai junto com as outras pessoas, mesmo quando você não quer.
6. Você resiste ou rejeita novas idéias.
7. Você gosta das coisas como elas sempre foram. Você realmente não gosto nada de novo ou diferente.
8. Você não tem idéia do caminho a tomar na sua vida, nem para onde está caminhando.
9. Os seus interesses e hobbies são os mesmos desde que você era uma criança.
10. Cada dia / semana / ano são iguais ao último. Parece que nada muda na sua vida.

Alinhe as suas ações com os seus desejos

Você tem de saber porque quer mudar antes de comprometer-se com os passos necessários para alcançar o que pretende. O seu desejo de mudança, é o que irá determinar o seu comprometimento para a mudança, e isso requer que você elimine da sua consciência todas as supostas autosabotagens que o impedem de ser bem sucedido. Através de um processo consciente, seja coerente nas suas ações, para que estas suportem o seu desejo de mudar algo para melhor.

Olhe para os seus sucessos, fracassos, realizações como feedback

Não importa se os seus resultados são positivos ou não, olhe para isso como informação que lhe é disponibilizada e que lhe serve para perceber como chegou aos resultados. Quando você fizer isso, pode olhar para trás e ter uma visão mais objetiva do que está acontecendo. Muito provavelmente, o que você vai perceber é que às vezes as coisas que parecem ser positivas não são tão positivas como à primeira vista possam parecer.
Por outro lado, coisas que parecem negativas podem realmente ser alvo de correções. Este tipo de perspectiva pode ajudá-lo a trabalhar mais em planos alternativos para os seus futuros objetivos, dando-lhe alternativas e preparando-o melhor para lidar com o inesperado.
Ao perceber e utilizar o mecanismo de feedback na sua vida, isto permite desenvolver a sua flexibilidade de pensamento. Ser demasiado rígido em algo pode ser contraproducente. Para ter sucesso, às vezes temos de mudar completamente a nossa abordagem. Então, perspectivando grande parte das coisas como feedback, pode ajudá-lo a encontrar uma solução mais adequada, e assim enfrentar mais preparado e capacitado as barreiras para o sucesso.

Faça valer o seu querer

“Imagine, idealize e perspective o seu querer,
Lapide-o, passe-o a pano, dê-lhe lustre,
Olhe para o seu querer, e perceba que foi forjado nos seus valores, objetivos e significados de vida mais profundos,
Não é um querer qualquer, não me refiro ao querer ter isto ou aquilo,
Refiro-me ao querer seguir as suas palavras,
Querer seguir a educação que teve, e se esta não lhe serve, querer melhorá-la,
Se quer ser mais compassivo, mais empático e simpático, seja,
Faça valer o ser querer, sempre que quiser ser mais otimista,
sempre que quiser olhar o lado bom da vida, olhe,
Sempre que quiser mudar a sua opinião, porque aprendeu com a sua experiência, mude,
Se que ser melhor humorado, ser mais contente e construtivo nas suas palavras, seja,
Faça valer o seu querer quando quiser apoiar a sua opinião, quando quiser rumar contra a maré, quando quiser dizer não ao preconceito,
Quando quiser dizer sim à igualdade de género,
Quando quiser dizer não ao racismo,
Quando quiser dizer “gosto de você,
Diga tudo isso com toda a sua convicção,
Diga porque você pode,
Você pode ser mais assertivo, mais carinhoso, mais recetivo às opiniões do outros,
Claro que você pode, se você quiser fazer valer o seu querer,
Você pode melhorar o seu estado abatido, a sua desesperança e falta de motivação,
Sim pode, se fizer valer o seu querer,
Você, eu e os outros, somos todos “aquele” que pode, quando queremos fazer valer o nosso querer,
Queira aquilo que você quer e faça por isso.”

O que é a musicoterapia e qual o seu potencial?

A música está ganhando poder de remédio para silenciar males tão distintos quanto dor e depressão. Entenda como ela afeta a cabeça e o corpo

Antes de falar da musicoterapia, cabe pensar no efeito da música. Veja só: a cacatua Snowball virou febre no YouTube. Seus vídeos chegam a 7 milhões de visualizações. Neles, a ave dança e chacoalha a cabeça ao som de hits do cantor Michael Jackson e da banda Queen. Esse requebrado todo chamou a atenção de cientistas das universidades americanas Tufts e Harvard, que resolveram investigar a fundo essa habilidade única. Eles descobriram que o pássaro, morador de um santuário na cidade de Duncan, na Carolina do Sul (EUA), é capaz de realizar 14 movimentos, que variam conforme a batida das canções.
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O bailado de Snowball pode até parecer inusitado e arrebatar milhões de espectadores. Mas você já parou pra pensar sobre a influência que a música tem sobre nós, seres humanos? Afinal, ela está presente em todas as fases da vida e dita o ritmo das mais variadas situações e momentos. Pode reparar: até mesmo os bebês recém-nascidos fazem sons com a boca e são atraídos por barulhos muito antes de dizerem as primeiras palavras.
Para a ciência, não há dúvidas de que a música tem um impacto nas emoções, no comportamento e, em última análise, até na saúde de cada um de nós. Quando tocamos um instrumento ou ouvimos alguma gravação, diversas áreas do cérebro são instigadas — poucas atividades intelectuais têm um efeito tão amplo.
“Regiões responsáveis por atividade motora, memória, linguagem e sentimentos são recrutadas para interpretar os estímulos sonoros”, destrincha a enfermeira Eliseth Leão, pesquisadora do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, na capital paulista.
Mas essas reações não se limitam à massa cinzenta. Experimentos mundo afora vêm testando e reconhecendo o poder terapêutico das melodias para enfrentar os males que abalam a mente e também o corpo. Tanto é que estudiosos já ousam encará-las como um remédio de verdade, com prescrição de dose e esquema de uso.
Os trabalhos pioneiros nessa área foram iniciados na psiquiatria e mostraram que as composições têm um papel a cumprir em doenças como a ansiedade e a depressão.
“Elas também são capazes de reduzir o nível de estresse durante um procedimento cirúrgico, baixam a pressão arterial e a frequência cardíaca e até aceleram a recuperação após uma sessão de exercícios físicos”, lista o fisiologista Vitor Engrácia Valenti, da Universidade Estadual Paulista, em Marília, que publicou uma série de pesquisas que investigam essas questões. Mas será que todos os estilos musicais têm o mesmo efeito?

Os efeitos de cada estilo musical na saúde

Intuitivamente, nós sabemos selecionar o melhor tipo de som para cada ocasião. Na academia de ginástica, por exemplo, preferimos ritmos mais acelerados, que ajudam a dar aquele gás extra para o esforço físico. Já durante a meditação ou a leitura, apostamos em composições mais calmas, que auxiliam a focar e relaxar. Mas é preciso considerar que isso muda de acordo com o lugar onde você nasceu.
“Na cultura ocidental, batidas mais rápidas e progressivas são sinal de alegria, enquanto um compasso lento denota certa tristeza”, ensina o neurocientista Raphael Bender, do Centro Estadual de Educação Profissional Professora Lourdinha Guerra, em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Em alguns países orientais, essa lógica se inverte.
Com base nessas observações, cientistas começaram a questionar se havia um estilo musical que fosse mais vantajoso que os outros. A escolha natural na maioria das pesquisas são as músicas clássicas compostas por Mozart, Bach ou Vivaldi. “É impressionante como elas continuam a transmitir uma mensagem mesmo após três ou quatro séculos de seu lançamento”, observa Eliseth.
Porém, não dá pra cravar que esse seja o estilo mais saudável de todos. Ora, se você não curte a Nona Sinfonia de Beethoven, escutá-la repetidamente só vai deixá-lo mais incomodado. Por isso, nesse processo é essencial botar na balança os gostos pessoais de cada um.

Como funciona a musicoterapia

É justamente aí que entra a figura do musicoterapeuta, profissional que faz uma graduação ou uma pós-graduação com o objetivo de aplicar a música como um tratamento complementar às mais diversas condições.
“Lançamos mão de técnicas que envolvem a audição, a recriação de sons, a composição e o ato de tocar um instrumento para alcançar um objetivo terapêutico, sempre levando em consideração o histórico e as preferências do paciente”, explica o musicoterapeuta José Davison da Silva Junior, professor da Universidade Federal de Minas Gerais.
Essa profissão, que começa a ganhar mais força e destaque no Brasil, tem atuação garantida em diversas áreas da saúde. Pode aprimorar, por exemplo, o aprendizado na infância ou até mesmo dar suporte para que crianças autistas interajam melhor com amigos e familiares.
“Por meio dos sons, trabalhamos habilidades importantes, como os movimentos corporais, a memória e o raciocínio, além da percepção auditiva e espacial”, lista o psicopedagogo Junior Cadima, do Instituto Brasileiro de Formação de Educadores, em São Paulo.
A musicoterapia ganha espaço em outras fases da vida. Ela vem se mostrando um recurso importante após um acidente vascular cerebral (AVC), especialmente nos casos em que o indivíduo desenvolve uma sequela chamada afasia.
Nessas situações, há uma dificuldade em encontrar as palavras para descrever as coisas e se comunicar com os outros. Por meio das canções, essa recuperação se torna mais suave e natural. O mesmo princípio se encaixa em outras doenças, como o Alzheimer e o Parkinson.
Há tentativas ainda mais sofisticadas que envolvem criar melodias específicas voltadas para tratar determinadas condições, como o zumbido ou o excesso de estresse. É o que faz o maestro Marcelo Fagundes, de São Paulo, que desenvolveu um aplicativo com as chamadas músicas binaurais.
“Por meio de fones, nós mandamos frequências de sons diferentes para os ouvidos direito e esquerdo, o que traz um ganho ao cérebro”, conta Fagundes. Pesquisas estão em curso para mensurar a eficácia dessa estratégia.
De maneira geral, a ciência precisa evoluir bastante antes de realmente entendermos todas as potencialidades da música em nossa saúde e a prescrição delas como um medicamento. Enquanto esse dia não chega, nos resta botar o fone de ouvido (em um volume não tão alto, por favor), relaxar e curtir os cantores e instrumentistas que deixam a mente leve e feliz — quem sabe até remexendo o corpo feito a cacatua Snowball.

As aplicações terapêuticas da música com maior número de evidências científicas

Estresse: tons calmos e alegres aliviam a tensão do dia a dia e aplacam o nervosismo acumulado.
Hipertensão: o coração tende a acompanhar as batidas da música. Se o ritmo for mais lento, a tendência é a pressão cair.
Parkinson: percussões bem demarcadas ajudam no tremor e na marcha. A musicoterapia é uma boa pedida aqui.
Autismo: brincar com instrumentos é uma forma de interagir com os outros e estabelecer laços sociais fortes.
AVC: as letras e composições são uma tática para recordar palavras perdidas após um derrame.
Dor: experimentos viram que a quantidade de analgésicos usados após a cirurgia era menor em quem escutava música.
Aprendizado: canções e paródias são um recurso usado por professores para ajudar os alunos a memorizar certos conteúdos.